Como ver o eclipse total desta segunda e outras perguntas sobre o fenômeno


Nesta segunda-feira (21/8), o Hemisfério Norte presenciará um eclipse total do Sol, ou seja, em pleno dia, a Lua encobrirá completamente a visão do Astro Rei para quem está no norte do planeta, e, por alguns instantes, o dia virará noite. Abaixo, respondemos algumas perguntas frequentes sobre o fenômeno. Aqui, você também pode acompanhar o fenômeno ao vivo, em transmissão da Nasa.

O que é eclipse?
É o resultado de um posicionamento pouco comum da Terra e da Lua em relação ao Sol. No eclipse, a Lua fica entre o planeta e a estrela, e por estar bem mais próxima de nós, acaba encobrindo a visão do Sol, totalmente ou parcialmente.
O eclipse desta segunda será visto de Brasília?
Infelizmente, não. No Brasil, só pontos das regiões Norte e Nordeste verão o fenômeno, e mesmo assim, de forma parcial. O eclipse total só ocorrerá em partes do Hemisfério Norte. Nos Estados Unidos, por exemplo, será visto em cidades de leste a oeste.
Como posso ver o eclipse, então?
A Nasa transmitirá o fenômeno ao vivo pela internet. Acompanhe abaixo a partir das 13h (horário de de Brasília) desta segunda (20/8)!
Quanto tempo deve durar o eclipse total nas áreas de onde poderá ser visto?
Os cálculos é que o encobrimento total não passe de 2 minutos e 40 segundos. Depois, o Sol começa a aparecer novamente, aos poucos, até voltar a brilhar totalmente.
O que os cientistas prepararam para ver observar o fenômeno?
Diversas missões estão sendo preparadas, incluindo uma gama de satélites no espaço, balões meteorológicos, observatórios em solo e telescópios montados em aviões. A bordo de aeronaves, o eclipse total deve durar até 8 minutos.
 
O que há de tão especial neste eclipse de segunda?
Com a palavra, Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP): “Existe previsão de eclipses há milênios, mas nem sempre é possível deslocar técnicos e equipamentos para a faixa de totalidade. Muitas vezes, uma parte grande dessa faixa está no mar, em locais remotos ou em regiões conflagradas do mundo. Desta vez, tem-se um eclipse total que atravessará o país com a maior agência espacial do mundo e, ainda por cima, nas férias de verão. Com certeza, a oportunidade vai ser muito bem aproveitada”.
 
Por que os cientistas se animam tanto com um eclipse total?
Quando o Sol é totalmente encoberto pela Lua, tornam-se visíveis a cromosfera e a coroa solar —  a aura que envolve o eclipse total —, que têm uma luminosidade muito tênue. As forma da coroa, diz Roberto Costa, fornece muitas informações sobre o interior da estrela e seu complexo campo magnético. “O Sol ainda tem muito para ser estudado, e os eclipses totais são muito importantes para esse estudo”, diz.
Os pesquisadores de Brasília prepararam alguma ação?
Sim. Um projeto brasiliense pretende ver o eclipse bem de perto. A iniciativa LAICAnSat-1, da Universidade de Brasília (UnB), prepara a missão Kuaray, que lançará uma plataforma de experimentos de alta altitude durante o eclipse, a partir da cidade de Rexburg (EUA). A plataforma será usada para gravar um vídeo de realidade virtual do fenômeno em 360 graus para ser exibido no Planetário de Brasília. “Ela chegará próximo ao espaço, a um custo muito baixo”, diz Lorena Tameirão, mestranda em sistemas mecatrônicos e integrante do projeto. Todos os sistemas eletrônicos foram desenvolvidos por alunos da UnB.
Fonte: Correio Braziliense