“DISCÍPULOS NO STF”: Posse no Supremo vira palco de abraços e afagos entre Lula e ministros, e gera críticas

A posse do ministro Édson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou o centro de um intenso debate sobre a relação entre o Poder Judiciário e o Executivo. Segundo uma análise da jornalista Thalita Moema, o evento deixou claro a proximidade entre o presidente Lula e os ministros da mais alta corte do país.

De acordo com o texto, quando Lula chegou ao Supremo, foi recebido com inúmeros abraços e sorrisos, sem que os ministros demonstrassem qualquer disfarce de imparcialidade. A análise destaca alguns momentos específicos:

• O abraço em Fachin: Descrito como um “abraço de gratidão”, o gesto foi visto como simbólico, já que Fachin foi o ministro que anulou as decisões que condenaram Lula, permitindo que ele disputasse as eleições.

• A sintonia com Moraes: O gesto de “estou com você” entre Alexandre de Moraes e Lula demonstrou a parceria entre os dois, relembrando a atuação do ministro durante as eleições, quando, segundo a autora, “tudo era proibido e determinado para sair do ar”.

• O carinho de Barroso: O encontro com o ministro Barroso, que já discursou diversas vezes afirmando que o STF não é político, foi classificado como “encantador”.

⁠A análise aponta que o “carinho exacerbado” demonstrou uma relação que vai muito além do simples respeito institucional.
A autora da análise conclui que Lula mantém “verdadeiros discípulos” dentro da Suprema Corte, citando as indicações de seu ex-advogado pessoal, Cristiano Zanin, e de seu ex-ministro, Flávio Dino. Para finalizar, o texto menciona que Lula e a primeira-dama Janja deram um abraço de “solidariedade” em Moraes e sua esposa.