Contrastes no ensino médico: UESB e UFBA de Conquista atingem excelência máxima, enquanto metade dos cursos na Bahia enfrenta punições

Dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizada nesta segunda-feira, trouxe um misto de orgulho e preocupação para o cenário educacional da Bahia. Se por um lado Vitória da Conquista se confirma como um celeiro de excelência na medicina pública, por outro, os dados estaduais acendem um sinal de alerta vermelho para muitas instituições.

O orgulho conquistense
Quem vive na Suíça Baiana tem motivos de sobra para comemorar a qualidade do ensino público local. Os cursos de medicina da UESB e da UFBA, campus Anísio Teixeira, alcançaram o conceito máximo na avaliação: nota 5. Esse resultado coloca as instituições em um patamar de elite, reafirmando a competência do corpo docente e a dedicação dos estudantes que transformam a cidade em uma referência de saúde no interior do estado.

Na região Sudoeste e Centro-Sul, o desempenho também foi positivo em outros municípios.

A UESB de Jequié e a UNIFG de Guanambi garantiram a nota 4, demonstrando uma formação sólida. Já a Afya de Guanambi ficou com a nota 3, considerada mediana.

No entanto, o panorama geral da Bahia é preocupante. Dados revelam que quase metade dos cursos de medicina avaliados no estado teve desempenho ruim. Dos 26 cursos analisados, 12 receberam a nota 2, que é considerada insatisfatória pelo Inep.

Infelizmente, esse cenário negativo também atingiu Vitória da Conquista. Na contramão das universidades públicas, a faculdade privada Afya FASA obteve nota 2, figurando na lista das instituições com baixo desempenho.

As consequências para quem não atingiu a média satisfatória são sérias. O Ministério da Educação prevê punições que vão desde a restrição na participação em programas de financiamento, como o Fies, até a suspensão da abertura de novas vagas. É um momento de reflexão necessária sobre a qualidade da formação dos futuros médicos que cuidarão da nossa população.

por Léo Santos