
A quarta-feira, dia 21, trouxe uma notícia impactante para o mercado financeiro e, principalmente, para milhares de correntistas. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank. A medida foi tomada após a constatação de que a situação econômico-financeira da instituição era insustentável, além de estar diretamente ligada aos problemas do Banco Master, que controlava a fintech e também passou pelo mesmo processo recentemente.
Para quem tem dinheiro guardado no banco, a primeira orientação é manter a calma. A boa notícia é que os depósitos de até 250 mil reais estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. A estimativa é que cerca de 6,3 bilhões de reais sejam pagos aos clientes lesados.
O processo não é automático e exige um pouco de paciência. Agora que a liquidação foi decretada, o Will Bank precisa enviar uma lista oficial de credores e valores para o FGC. Historicamente, esse trâmite e o início dos pagamentos levam entre 30 e 60 dias.
Para receber, o cliente precisará baixar o aplicativo do FGC, realizar um cadastro, validar a biometria e enviar a documentação solicitada.
Apenas após essa etapa o dinheiro será liberado. No caso de empresas (Pessoas Jurídicas), o pedido deve ser feito pelo Portal do Investidor no site da entidade.
É importante ficar atento às regras. Quem tinha investimentos no Will Bank antes de agosto de 2024 tem a garantia normal. Porém, quem já precisou acionar o FGC recentemente devido à quebra do Banco Master ou do Letsbank deve somar os valores: o teto de 250 mil reais é por CPF dentro do mesmo conglomerado financeiro.
Para os clientes que possuem mais de 250 mil reais depositados, a situação é mais complexa. O valor excedente não é coberto pelo fundo, e será necessário contratar um advogado para entrar na Justiça e tentar recuperar o restante através da massa falida da empresa.
A decisão do Banco Central também determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores da instituição. O caso é um desdobramento da crise do Banco Master, que envolve investigações da Polícia Federal sobre fraudes bilionárias.
por Léo Santos




