Pastor emite nota e rebate acusações sobre conflito com vizinho de centro de Quimbanda

O Blog do Léo Santos, cumprindo seu papel de jornalismo imparcial e democrático, abre espaço para o direito de resposta referente a uma matéria veiculada anteriormente sobre um caso de suposta intolerância religiosa. O pastor envolvido na situação entrou em contato conosco para apresentar sua versão dos fatos, questionando as acusações e trazendo à tona o debate sobre a liberdade de culto para todos.

Morador da rua há anos, segundo ele, antes mesmo da instalação do centro de Quimbanda, o religioso nega que suas ações tenham cunho preconceituoso. Ele explica que o uso do sal é um símbolo bíblico presente em sua liturgia há quase 20 anos e questiona o que considera ser uma inversão de valores: Se na mesma via pública eu colocar uma expressão da minha fé colocando o sal, eles dizem que é intolerância religiosa, afirma, comparando com os rituais do vizinho que utilizam farinha e outros elementos na rua.

O pastor também relatou problemas de convivência que vão além da questão religiosa, citando o barulho de instrumentos de percussão que, por vezes, vara a madrugada, e a proliferação de pombos na região, o que já teria causado problemas graves de saúde ao seu animal de estimação. Ele ressalta que, mesmo sendo vizinho de parede, nunca foi à porta do centro reclamar, buscando manter a paz.

Sobre a resolução do conflito, o pastor informou que já existe um inquérito na Polícia Civil e que houve uma tentativa de acordo proposta por uma advogada, sugerindo que cada um utilizasse a rua para sua fé em dias diferentes. A proposta foi recusada pelo líder religioso do centro.

O religioso encerra sua nota agradecendo o espaço e levantando uma reflexão sobre a cristofobia, defendendo que a lei deve valer para todas as religiões em um país laico.

Por Léo Santos