
A pergunta que fica para quem vê as imagens da operação desta terça-feira em Cândido Sales é uma só: seria uma serralheria ou um paiol de guerra?
A Polícia Civil, através da 10ª Coorpin e da Delegacia Territorial local, deflagrou a Operação Brachium logo nas primeiras horas da manhã e desmantelou um esquema que funcionava bem debaixo do nariz da sociedade.
O alvo foi um imóvel no Bairro Usina, na Rua Joana Angélica.
Para quem passava na porta, ali funcionava apenas uma serralheria, tocada por um homem que também é conhecido na cidade como professor de artes marciais.
Mas, segundo as investigações que contaram com inteligência da Polícia Federal, a realidade era bem diferente. O local servia, na verdade, como uma oficina clandestina para consertar, fabricar e adaptar armas de fogo para facções criminosas.
O que a equipe do GATTI/Sudoeste encontrou lá dentro impressiona pelo poder de fogo. Foram apreendidas 13 armas de fogo, incluindo revólveres, pistolas e espingardas, além de armas de pressão altamente equipadas.
Mas o que dá a dimensão do negócio ilícito é a quantidade de munição: milhares de cartuchos de diversos calibres, lunetas de precisão e maquinário específico para manutenção de armamento.
A polícia estima que todo o material apreendido ultrapasse o valor de 300 mil reais no mercado clandestino. O serralheiro, que usava sua profissão de fachada para armar o crime organizado, foi preso em flagrante. Ele estava no local, onde também estavam seus familiares, e não teve como negar a materialidade diante de tanto equipamento exposto.
Todo o arsenal foi encaminhado para a perícia, e o suspeito agora está à disposição da Justiça. A Operação Brachium tira de circulação não apenas armas, mas uma logística importante que alimentava a violência na região.
Por Léo Santos




