DO SERTÃO PARA A MAJORITÁRIA: Sheila entra no radar para ser vice-governadora na chapa de ACM Neto


Primeira mulher eleita prefeita de Vitória da Conquista, mãe de duas filhas e defensora declarada da joia do Sertão baiano,Sheila Lemos passou a figurar como um dos principais nomes para compor a chapa majoritária encabeçada por ACM Neto ao Governo da Bahia.
Nos bastidores, o nome da prefeita é visto como estratégico por representar a interiorização da chapa, o fortalecimento da presença feminina e a consolidação de uma base política fora da capital. Lideranças como Bruno Reis e Nelson Leal já defenderam publicamente a inclusão de Sheila na majoritária.
Reeleita em primeiro turno, com mais de 116 mil votos  cerca de 58% do eleitorado ,Sheila consolidou uma das votações mais expressivas da história política de Conquista. Há décadas o município não registrava vitória tão contundente ainda na primeira etapa da disputa, o que acendeu um alerta no cenário estadual sobre o peso eleitoral da gestora.
Terceira maior cidade da Bahia e um dos principais polos econômicos e de serviços do interior nordestino, Vitória da Conquista exerce influência direta sobre dezenas de municípios do Sudoeste e de regiões vizinhas, funcionando como capital regional. Cidades como Jequié, Poções, Itapetinga, Brumado, Caetité e Guanambi mantêm forte ligação econômica, educacional e de saúde com o município conquistense, que atende moradores de toda a região em comércio, universidades e rede hospitalar.
A expressiva votação obtida por Sheila e os índices positivos de avaliação administrativa — apontados como superiores a 70% entre bom e ótimo — reforçam a leitura de que seu nome tem densidade eleitoral consolidada. Diferente de composições anteriores, quando escolhas menos conhecidas do grande público acabaram não agregando força política suficiente, o cenário atual aponta para uma liderança com base eleitoral testada nas urnas.
Caso o movimento se confirme, Sheila poderá levar à chapa não apenas votos, mas representatividade regional e simbolismo político. Em um estado ainda marcado por estruturas tradicionais de poder, a presença de uma mulher do interior na majoritária carrega peso estratégico e discursivo.
Agora, resta saber se o projeto ganhará forma oficial e se o Sudoeste baiano ocupará, de vez, espaço central na disputa pelo Palácio de Ondina.