
A Polícia Civil da Bahia, através da DRFR/DEIC de Vitória da Conquista, trouxe atualizações bombásticas sobre o caso que parou a cidade nesta quarta-feira. O que parecia ser apenas um golpe externo revelou-se um complexo esquema de estelionato e associação criminosa operando diretamente de dentro da locadora Movida, no Aeroporto Glauber Rocha.
As investigações apontam que o crime era facilitado por um ex-colaborador da empresa, de 26 anos, que ocupava o cargo de agente de locação. Ele agia da seguinte forma:
O funcionário simulava contratos de aluguel para retirar os automóveis da frota oficial.
Os veículos eram repassados para um homem de 36 anos, que ficava responsável por vender os carros.
Os automóveis eram oferecidos a terceiros por valores bem abaixo do mercado, atraindo compradores que acreditavam estar fazendo um bom negócio.
O rombo financeiro causado por essa organização criminosa é assustador e já ultrapassa os R$ 5,5 milhões. Para tentar burlar a fiscalização e a segurança da Movida, os investigados chegavam a corromper o sistema de rastreamento dos carros. A polícia também identificou transações via PIX totalmente irregulares que ajudaram a fechar o cerco contra os suspeitos.
Até o momento, o trabalho incansável da Equipe Jaguatirica já resultou na recuperação de mais de 60 veículos. Mais de 50 desses carros já foram devolvidos à loja da Movida no aeroporto ou apresentados na delegacia. A Polícia Civil reforça o alerta: quem comprou veículos desses indivíduos deve comparecer voluntariamente à unidade policial para evitar problemas com a justiça, como o crime de receptação.

As investigações continuam para identificar se há mais pessoas envolvidas nesse esquema que vinha funcionando desde junho de 2025.
Por Léo Santos




