
A quebra de sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal, trouxe à tona uma relação no mínimo alarmante com o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Conversas interceptadas pela PF revelam que o contato entre os dois ia muito além do institucional. O material, enviado à CPMI do INSS, aponta para diversos encontros íntimos e frequentes ao longo de 2025. Em uma das mensagens trocadas com a então esposa, Vorcaro afirma que estava saindo para encontrar Moraes durante um feriado em Campos. Em outra ocasião, o ministro teria participado de uma videochamada na presença do banqueiro, chegando a elogiar a casa do empresário.
A gravidade do caso se aprofunda com os relatos de que a residência de um investigado servia de palco para articulações de alto escalão. Em março, Vorcaro avisou à companheira que o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira haviam acabado de chegar em sua casa para falarem com Alexandre.
O nível de intimidade e a suposta proximidade eram tamanhos que, na manhã em que foi alvo de sua primeira prisão, Vorcaro teve a liberdade de enviar uma mensagem diretamente para o WhatsApp do ministro do STF. Em um apelo direto para tentar barrar a ação da Polícia Federal, o banqueiro escreveu: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
Agora fazemos a seguinte indagação: Salvar o quê?
Por Léo Santos




