
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a soltura de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, na Costa do Descobrimento. O alvará de soltura foi entregue na unidade prisional nesta segunda-feira (16) e a previsão é de que ela deixe o local nesta terça-feira (17), acompanhada de sua filha.
Joneuma é investigada por envolvimento em uma fuga cinematográfica de 16 detentos, ocorrida em dezembro de 2024. A ação criminosa contou com duas frentes simultâneas: enquanto os presos perfuravam o teto da cela, um grupo de oito homens armados com fuzis cortou as grades externas, invadiu a unidade, atirou contra os agentes e chegou a matar um cão de guarda. Do total de fugitivos, 13 continuam foragidos, dois morreram em confronto policial e apenas um foi recapturado.
Além da suspeita de facilitação da fuga, pesam contra a ex-diretora denúncias gravíssimas feitas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA):
• Esquema de Votos e Facção: Segundo o MP-BA, a partir de um relacionamento amoroso com “Dadá”, líder de uma facção criminosa, Joneuma intermediou reuniões clandestinas no presídio para negociar apoio político. Ela forneceria eleitores “cativos” (presos provisórios e familiares) em troca de R$ 100 por voto, visando acobertar politicamente as atividades da facção.
• Morte de Jovem: A ex-diretora também é acusada de ordenar o sequestro e o assassinato de Alan Queven, de 22 anos, em 2024. O crime teria sido motivado por publicações do jovem em uma página de fofocas, onde ele a chamava de miliciana e denunciava a facilitação da entrada de produtos ilícitos na unidade.
Por Léo Santos




