
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), surpreendeu ao adotar um tom mais duro sobre segurança pública em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, publicada nesta sexta-feira (09).
Buscando afastar o rótulo de leniência frequentemente associado à esquerda, o gestor foi enfático: Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça.
Jerônimo defendeu que o combate ao crime organizado não pode ser tratado como uma guerra ideológica, mas sim como política de Estado.
Segundo ele, a atuação policial deve ser firme, porém técnica e dentro da legalidade.
O governador também argumentou que o Estado precisa equiparar sua força à das facções. O crime organizado tem armamentos potentes. O Estado também precisa ter para enfrentá-lo, afirmou, defendendo o uso de inteligência e equipamentos modernos para o confronto.
Reconhecendo os altos índices de violência na Bahia, Jerônimo assumiu a responsabilidade pelo enfrentamento, mas apontou que a solução vai além da polícia. Ele destacou a necessidade de integrar segurança com desenvolvimento social, citando a ampliação de escolas em tempo integral e serviços de saúde em áreas vulneráveis como medidas preventivas.
O petista aproveitou para cobrar maior cooperação federal e criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Jerônimo, a redução de investimentos federais em segurança nos últimos anos fragilizou o combate ao crime nos estados.
Sobre o cenário político e pesquisas desfavoráveis, o governador minimizou os números, lembrando que levantamentos já erraram em eleições passadas no estado.
Por Léo Santos




