
O que seria a realização de um sonho acabou se transformando em frustração e prejuízo financeiro para mais de 80 famílias de Vitória da Conquista. Um grupo de pessoas que havia contratado uma viagem de réveillon para Porto Seguro, marcada para a madrugada do dia 30 de dezembro de 2025, ficou sem transporte e sem reembolso do valor pago.
Segundo relatos das vítimas, a viagem foi vendida como um pacote completo, com transporte e hospedagem inclusos, ao custo de R$ 350 por pessoa. Fotos do suposto local de hospedagem teriam sido apresentadas no momento da venda, o que aumentou a confiança dos passageiros, entre eles crianças, idosos e famílias inteiras.
A saída estava prevista para meia-noite. No entanto, o ônibus nunca apareceu. Após diversas tentativas de contato, o responsável informou que o veículo havia quebrado e pediu que todos aguardassem. Por volta das 2h da manhã, apenas um micro-ônibus e uma van chegaram ao local, insuficientes para atender sequer metade dos passageiros. Ainda assim, foi solicitado que o grupo aguardasse até às 5h da manhã, o que não aconteceu.
Nenhum outro veículo foi enviado, e a viagem acabou sendo cancelada sem qualquer aviso oficial. Ao solicitarem o reembolso, os passageiros foram informados de que o responsável não teria dinheiro para devolver os valores pagos. Desde então, ele não compareceu ao local nem apresentou qualquer solução.
As vítimas relatam ainda que os pagamentos foram feitos não apenas em nome do organizador da viagem, mas também para contas de terceiros, apresentados como parentes ou pessoas ligadas à organização, o que levanta ainda mais suspeitas sobre a operação.
Diante da situação, os passageiros registraram boletim de ocorrência na delegacia e aguardam providências. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 35 mil. Até o momento, ninguém recebeu o dinheiro de volta.
As famílias afirmam que o objetivo não é exposição, mas sim justiça e ressarcimento. Muitas pessoas economizaram durante meses para passar o réveillon à beira da praia, sonho que acabou interrompido de forma abrupta.
A reportagem vai procurar a Delegacia de Furtos e Roubos para ouvir o delegado responsável e apurar se há outros registros semelhantes envolvendo a mesma empresa de turismo. O caso segue sob investigação.




