Diplomacia em movimento: Lula consulta líderes mundiais antes de decidir sobre convite de Trump para o Conselho da Paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura de cautela e diálogo antes de responder ao convite feito por Donald Trump. A proposta do presidente americano é que o Brasil integre o recém-criado Conselho da Paz, uma iniciativa voltada inicialmente para o planejamento da reconstrução da Faixa de Gaza. Antes de bater o martelo, no entanto, Lula decidiu ouvir aliados estratégicos.

A quinta-feira, dia 22, foi marcada por telefonemas importantes no Palácio do Planalto. Lula conversou com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, onde ambos reforçaram a necessidade de uma reforma abrangente nas Nações Unidas, especialmente no Conselho de Segurança.

Na sequência, o diálogo foi com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina.

Durante a conversa, o líder brasileiro expressou satisfação com o cessar-fogo em Gaza e discutiu as perspectivas para a reconstrução da região, reafirmando o compromisso histórico do Brasil com a paz no Oriente Médio.

A hesitação em aceitar prontamente o convite americano tem seus motivos no cenário geopolítico. Trump oficializou a criação do Conselho da Paz sem o apoio dos aliados europeus. Além disso, a estrutura do novo órgão chama a atenção: o presidente dos Estados Unidos se colocou como líder vitalício e é o único integrante com poder de veto, centralizando as decisões. O governo brasileiro segue analisando o cenário antes de uma definição oficial.

por Léo Santos