
O julgamento de Rafael de Souza Lima no Fórum Desembargador Filinto Bastos ganhou contornos polêmicos nesta terça-feira. Sentado diante do júri para responder pelo assassinato covarde de Sashira Camilly, o réu apostou alto em uma narrativa de instabilidade psicológica, alegando ser portador de transtorno de personalidade borderline desde 2019.
Durante o depoimento, Rafael tentou convencer os jurados de que o crime foi fruto de um descontrole emocional e de mudanças bruscas de sentimento. Segundo ele, o uso de medicamentos pesados como Rivotril e Diazepam faria parte de sua rotina para conter a impulsividade. No entanto, o que a acusação e o público questionam é se esse diagnóstico é real ou apenas uma peça teatral montada pela defesa para tentar aliviar a pena de um crime que choca pela premeditação e crueldade.
Enquanto Rafael tenta se colocar no papel de paciente psiquiátrico, a família de Sashira e a sociedade esperam que a justiça veja além das justificativas médicas e foque na brutalidade de um crime que tirou a vida de uma jovem de forma violenta. Se o transtorno existe ou se é apenas uma desculpa para tentar escapar de uma condenação pesada, caberá aos jurados decidir.
Por Léo Santos.




