
Na política brasileira, a régua precisa ser a mesma para todos. Não dá para aceitar moral seletiva quando o assunto envolve dinheiro público, poder e patrimônios que parecem não bater com a conta bancária de quem vive de salário oficial. O ditado é antigo, mas nunca foi tão atual: o pau que dá em Chico tem que dar em Francisco também.
O caso que volta aos holofotes envolve o senador Flávio Bolsonaro. Em 2021, ele adquiriu uma mansão luxuosa avaliada em R$ 5,97 milhões.
Agora, a notícia de que o parlamentar quitou o imóvel antecipadamente chama atenção e levanta uma série de questionamentos naturais.
Afinal, como um senador da República, com um salário que gira em torno de R$ 30 mil mensais, consegue liquidar uma dívida de milhões em tão pouco tempo?
Questionar esses fatos não é perseguição política, é um dever da sociedade e da imprensa. O que vemos hoje no Brasil é uma guerra de torcidas: de um lado, bolsonaristas tentam justificar o injustificável; do outro, petistas atacam com pedras, esquecendo-se dos telhados de vidro que também possuem. Mas a verdade é que ninguém deveria ter blindagem.
Seja filho de presidente, aliado de ministro ou parente de figurão, a transparência precisa ser total, independentemente do partido ou da ideologia.
O povo brasileiro, que acorda cedo, paga impostos altíssimos e luta para fechar o mês, não pode normalizar explicações dadas pela metade. Relações com bancos, transações imobiliárias de alto escalão e movimentações financeiras atípicas precisam ser esclarecidas com clareza.
Aqui no blog, a gente não olha para esquerda ou direita, a gente olha para frente, para o interesse de quem trabalha e espera coerência de quem governa. Se o sobrenome é influente ou se o cargo é importante, isso não importa.
A cobrança tem que ser rigorosa e igual para todos, porque, no fim das contas, é o cidadão comum quem sempre acaba pagando a conta dessa festa.
Por Léo Santos.




