
Na manhã desta sexta-feira (17), mais de 100 policiais civis realizam uma grande operação com buscas em quatro pontos do bairro de Tancredo Neves, com o objetivo principal de alcançar os autores e demais envolvidos na morte do investigador Adailton Oliveira Rocha. A mobilização ganha ainda mais peso com a presença do Delegado-Geral da instituição, André Viana, que faz questão de acompanhar todas as ações em campo.
Antes de saírem para a operação, as equipes prestaram uma forte homenagem ao investigador e a um policial militar também morto. Em um gesto de respeito e profundo reconhecimento, as viaturas ligaram as sirenes e os sinais luminosos, uma ação que contou também com a participação solidária de policiais militares e federais.

Além das varreduras nas ruas, a polícia informou que estão em curso análises de dados digitais com o uso de tecnologia dedicada à investigação. Os mais de 100 agentes envolvidos também trabalham na averiguação de todas as informações repassadas pela população. O Delegado-Geral, André Viana, voltou a lamentar a perda do colega e reafirmou o compromisso com a responsabilização dos criminosos.
“Essa é a hora que vamos usar toda nossa energia e força, por meio da nossa razão de ser, que é a investigação policial”, declarou Viana. O delegado destacou ainda o cuidado com a operação: “Vamos trabalhar ainda mais pelo bem dos cidadãos e de forma mais técnica e cirúrgica, priorizando os cuidados com a vida dos policiais e da família”.
A expressiva força-tarefa integrada envolve diversos departamentos operacionais, como o de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o de Polícia Metropolitana (Depom), Narcotráfico (Denarc), Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), além da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), entre outros setores estratégicos.

A polícia reforça o pedido para que a população continue colaborando com as investigações através do Disque Denúncia da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Qualquer informação pode ser repassada pelo número 181, com a garantia de total anonimato para o denunciante.
Por Léo Santos




