Prefeitura restabelece iluminação na ciclovia do Parque da Lagoa das Bateias após furto de material

A iluminação da ciclovia no trecho que compreende a Vila Esportiva do Parque Municipal Lagoa das Bateias foi restabelecida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep), após reposição de fios que tinham sido furtados dos postes centrais, na madrugada do último sábado (12). Mas quem passou pelo local na noite de ontem (15) já encontrou o local iluminado. (mais…)

Estados Unidos reclamam de Pix e pirataria e falam até da 25 de Março em investigação sobre o Brasil

O documento que detalha a investigação comercial aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil inclui o Pix como uma possível prática desleal do país em relação a serviços de pagamentos eletrônicos.

”O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, diz trecho do relatório.

A apuração, a cargo do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), vai avaliar práticas do Brasil em áreas como comércio eletrônico e tecnologia, taxas de importação e desmatamento, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (15).

”Sob o comando do presidente Donald Trump, eu abri a investigação sobre os ataques do Brasil às empresas de rede social americanas e outras práticas comerciais injustas”, disse, em nota, Jamieson Greer, o representante dos EUA para o comércio.

O documento cita também a rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular no centro de São Paulo, para criticar as supostas falhas na proteção e aplicação adequada e efetiva dos direitos de propriedade intelectual.

Para o USTR, a 25 de Março permanece há décadas como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar de operações direcionadas para a área.

”O Brasil não conseguiu abordar de forma eficaz a importação, distribuição, venda e uso generalizado de produtos falsificados, consoles de jogos modificados, dispositivos de streaming ilícitos e outros dispositivos de violação”, aponta o documento. “A falsificação continua generalizada porque as operações de fiscalização não são seguidas por medidas de penalidades de nível dissuasivo e interrupção de longo prazo dessas práticas comerciais ilícitas”,

De acordo com o documento, as falhas na abordagem efetiva da pirataria de conteúdos protegidos por direitos autorais são uma barreira para a adoção de canais legítimos de distribuição de conteúdo.

”A falha do Brasil em abordar essas questões prejudica os trabalhadores americanos cujos meios de subsistência estão ligados aos setores dos EUA impulsionados pela inovação e criatividade”, diz trecho do relatório.

A decisão sobre a investigação cita também ”tarifas preferenciais e injustas”, falta de práticas anticorrupção, acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e discriminação aos americanos no comércio.

A investigação comercial tem potencial de gerar danos adicionais à economia brasileira. A iniciativa traz riscos de novas sanções, consideradas de difícil reversão.

Presidente Trump Foto: Kevin Lamarque/Reuters

PRF apreende 55 cigarros eletrônicos proibidos em ônibus interestadual na BR-116, em Jequié (BA)

Durante fiscalização com foco no combate ao crime, realizada na tarde desta terça-feira (15), no km 677 da BR-116, em Jequié (BA), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 55 cigarros eletrônicos que estavam sendo transportados de forma irregular.

O material foi encontrado por uma equipe do Grupo de Patrulhamento Tático da PRF de Jequié no compartimento de bagagens de um ônibus interestadual que fazia o itinerário entre São Joaquim (SC) e Mauriti (CE). Os cigarros eletrônicos estavam despachados como encomenda, dentro de uma caixa.

A comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), como os cigarros eletrônicos do tipo “VAPE”, são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme determina a Resolução RDC nº 46/2009.

O responsável pela mercadoria foi identificado durante a fiscalização. Diante dos fatos, os itens foram encaminhados para a Receita Federal em Vitória da Conquista (BA) para adoção das providências legais cabíveis.

PRF reforça fiscalização de sistemas de freios em veículos de carga nas rodovias federais da Bahia

PRF reforça fiscalização de sistemas de freios em veículos de carga nas rodovias federais da Bahia

 

Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início à primeira fase da Operação Freio Seguro, com foco no reforço da fiscalização dos sistemas de freios de veículos de carga nas rodovias federais que cortam a Bahia. A ação segue até o final do mês e busca reduzir os índices de sinistros graves, especialmente aqueles causados por falhas mecânicas, como as registradas em componentes de frenagem. A intensificação das fiscalizações será conduzida principalmente pelos Grupos de Fiscalização de Trânsito (GFT) das delegacias, com apoio de outras equipes especializadas. Os alvos prioritários da operação são trechos com alto índice de sinistralidade, definidos com base em levantamentos de dados e estudos técnicos que apontam a relevância do problema. O cenário atual chama atenção da instituição, especialmente no que diz respeito aos sinistros envolvendo veículos de grande porte. Acidentes com caminhões, ônibus e micro-ônibus têm se mostrado cada vez mais graves, não apenas pelo porte e peso dos veículos envolvidos, mas também pelo elevado número de vítimas que podem gerar. Entre os principais fatores associados a esses sinistros estão as falhas mecânicas, com destaque para problemas no sistema de freios. Diante desse contexto, a PRF reforça a necessidade de uma fiscalização rigorosa das condições veiculares, buscando prevenir acidentes e promover maior segurança nas rodovias federais. Com uma malha rodoviária intensamente utilizada para o transporte de cargas e passageiros, a atuação da PRF é essencial para garantir a segurança viária e prevenir tragédias que poderiam ser evitadas com a manutenção adequada dos veículos. A Operação Freio Seguro consolida uma ação direcionada ao enfrentamento de irregularidades veiculares, reforçando o papel da PRF na promoção da segurança operacional do tráfego e na preservação da integridade física dos usuários das rodovias federais.

A Interlig tem as melhores promoções em celulares e eletrônicos em Vitória da Conquista!

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Hospital Esaú Matos garante cidadania desde o nascimento com emissão de registro civil na maternidade

Facções criminosas remodelam violência na Bahia em meio a disputas territoriais, alianças e transformações internas

A paisagem do crime organizado na Bahia é marcada por disputas violentas, fragmentações e alianças estratégicas que redesenharam, ao longo dos últimos 20 anos, o domínio do tráfico de drogas no estado. Facções locais, como a extinta Caveira, a poderosa Bonde do Maluco (BDM) e a emergente Katiara, dividiram, e ainda dividem, território com grandes organizações de alcance nacional, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

Tudo começou com a ascensão de grupos criados no interior do sistema prisional baiano, caso da própria Caveira, considerada por muitos como a organização mais temida no estado entre os anos 2000 e início da década de 2010. Com sede no Complexo Penitenciário da Mata Escura, a facção foi protagonista de uma das fases mais sangrentas da história da capital baiana: em 2010, quando seu domínio territorial era quase absoluto, Salvador registrou mais de 4.800 homicídios. A violência tinha nome, fardamento e liderança: à frente da Caveira estava Genilson Lima da Silva, o Perna, preso em 2012, e, em paralelo, outros líderes operavam nas ruas e nos presídios.

A prisão de Perna marcou o início da derrocada do grupo. Em busca de ampliar sua influência e inspirada nas grandes estruturas criminosas nacionais, a Caveira criou, em 2015, um braço externo: o Bonde do Maluco. A ideia era clara, expandir a atuação para regiões estratégicas de Salvador, como o Subúrbio e Cajazeiras, e fortalecer a presença na Região Metropolitana. Mas o plano não saiu como o esperado. Um racha interno, motivado por razões ainda pouco claras, acabou dando vida própria ao BDM, que passou a se estruturar sob liderança de José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, um assaltante de banco com conexões interestaduais.

Foi Zé de Lessa quem fortaleceu a ponte com o PCC. O que antes era uma simples relação comercial para fornecimento de armas à Caveira, se transformou em aliança direta entre o BDM e os paulistas. A partir de 2018, essa parceria começou a ser monitorada pelas forças de segurança. Armas pesadas, como fuzis e explosivos, passaram a circular entre os aliados. Com apoio logístico e financeiro, o BDM cresceu de forma vertiginosa, ganhando não apenas território, mas também protagonismo na guerra urbana baiana. Em 2024, o BDM fortaleceu seus laços com uma outra facção de alcance nacional: O Terceiro Comando Puro. A parceria, anunciada por meio de pichações em muros de vários bairros de Salvador, consolidou a hegemonia do BDM no território baiano.

A ascensão do BDM coincidiu com o enfraquecimento e posterior desaparecimento da Caveira. A facção foi perdendo espaço para o próprio BDM, que a atacava diretamente, e também para rivais históricos, como o Comando da Paz (CP), que, por sua vez, sofreu uma transformação relevante: sua estrutura foi absorvida pelo Comando Vermelho, em mais um capítulo de influência das facções nacionais no estado.

Hoje, o CP é considerado um braço do CV na Bahia, e juntos disputam, palmo a palmo, com o BDM, áreas estratégicas da capital e do interior. A violência gerada por essa disputa tem números alarmantes e nomes conhecidos. O bairro da Liberdade, por exemplo, que já foi dominado pela Caveira, passou às mãos do CP/CV, enquanto o BDM controla zonas importantes da periferia e da RMS. No Recôncavo, a disputa envolve outra facção relevante: a Katiara.

Surgida a partir do chamado Primeiro Comando do Recôncavo, a Katiara é uma facção regional que cresceu à sombra do tráfico de Salvador. Seu fundador, Adilson, o Roceirinho, transformou uma rede local de distribuição de drogas em um esquema altamente armado e organizado. Com fuzis, metralhadoras e o recrutamento de jovens para funções como “vapores” (transportadores de droga), Roceirinho consolidou domínio em cidades como Nazaré, Santo Antônio de Jesus, Maragogipe, Vera Cruz e até em bairros de Salvador, como Valéria, Lobato e Águas Claras. Em 2013, o grupo ganhou o nome de Katiara, em homenagem a uma rua do município de Nazaré.

Mesmo preso desde 2012, primeiro em Serrinha e depois na Penitenciária Federal de Campo Grande, Roceirinho continuou influenciando as ações da facção, que é uma das poucas a fazer frente à força crescente do BDM no interior do estado. O grupo é acusado de execuções, sequestros e controle de pontos estratégicos do tráfico.

No dia 4 de julho, Roceirinho deixou o Complexo da Mata Escura, onde cumpria pena em regime fechado e passou a cumprir pena em regime semiaberto na Penitenciária Lafayette Coutinho.

Além desses protagonistas, outras facções menores orbitam o cenário do crime organizado baiano. O Bonde do Ajeita, por exemplo, surgiu em 2016 e tem histórico de conflito com o BDM. Desde 2021, é aliado do Comando Vermelho. A Tropa do A, ou Ordem e Progresso, nasceu como uma dissidência do CP após a absorção pelo CV, mas perdeu força com a morte de seu líder, Coruja, em 2020. Já o MPA (Mercado do Povo Atitude), com atuação no sul e extremo sul da Bahia, mantém-se fora dos grandes conflitos da capital, operando de forma discreta e com pouca visibilidade midiática.

Na Bahia, o crime organizado tem rosto, nome, história e geografia. E segue, apesar das mortes, prisões e operações, moldando a dinâmica social e urbana de centenas de comunidades.

Ao Bahia Notícias, a Secretária de Segurança Pública da Bahia afirmou estar focada no combate a estas facções que atuam no estado.

Leia nota na íntegra:

“A Secretaria da Segurança Pública da Bahia ressalta que o combate às facções envolvidas com tráficos de armas e drogas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores é realizado de forma incansável em todo o estado.

Nos primeiros seis meses de 2025, as Forças Estaduais e Federais da Segurança Pública ampliaram a atuação integrada, resultando na captura de 25 líderes de grupos criminosos. Quinze estavam escondidos em outros estados brasileiros.

As Forças Policiais, neste mesmo período, apreenderam também pouco mais de quatro mil armas de fogo, retiraram das ruas 10,5 toneladas de drogas e erradicaram 700 mil pés de maconha.

A SSP destaca, por fim, que as ações de inteligência continuarão intensificadas, com o compartilhamento de informações entre as Polícias Estaduais e Federais, visando a manutenção da paz social.

*Por Ana Clara Pires / Bahia Notícias